Os 12 principais riscos psicossociais para se atentar


O termo “quais são os principais riscos psicossociais” estão em alta nas empresas e não é por mero acaso. Isso porque desde que foi sinalizado as mudanças da NR-1 para 2026, as organizações passam a precisar identificar e atuar em cima de problemas como sobrecarga, pressão por metas e assédio, mas de maneira documentada.

Se antes as empresas até agiam, mas de maneira velada ou pontual, agora, precisará atuar junto do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com diagnóstico, plano e acompanhamento ou poderão sofrer com processos trabalhistas.

Mas você sabe como identificar e quais são os principais riscos psicossociais presentes nas empresas? Aqui no artigo a gente te apresenta. Confira!

O que são os riscos psicossociais no trabalho?

Os riscos psicossociais são fatores do trabalho que, dependendo da forma como aparecem na rotina, podem gerar estresse, desgaste e adoecimento dos colaboradores.

Alguns desses fatores incluem a forma de organizar demandas, metas, rotinas, comunicação, liderança e relações entre pessoas.

Em 2026, com a mudança da NR-1, o gerenciamento de riscos ocupacionais deve abranger, além de agentes físicos/químicos/biológicos e acidentes, também os riscos ligados a fatores ergonômicos incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho.

Quais são os principais riscos psicossociais nas empresas?

Abaixo listamos os principais riscos psicossociais que costumam acontecer nas empresas:

1) Exigências de trabalho excessivas

Problemas relacionados a esse fator acontecem quando o volume, o ritmo ou a complexidade das demandas ultrapassam, de forma recorrente, o que é possível entregar com qualidade dentro da jornada e com os recursos disponíveis.

Não é “um pico” pontual, e a equipe passa a operar no limite diariamente como se isso fosse normal.

Na prática, esse risco aparece de alguns jeitos bem comuns, como quantidade de tarefas excessivas para o mesmo time e sem ajuste de capacidade.

Em outras, é tempo, com prazos apertados o tempo todo e falta de prioridade.

Também pode ser agendas lotadas, reuniões em sequência, interrupções constantes, mensagens fora do horário e dificuldade de fazer pausas.

2) Baixo controle e pouca autonomia

Aqui, estamos falando quando a pessoa até tem responsabilidade pelo resultado, mas quase não tem margem para decidir como executar o trabalho no dia a dia.

Entre os principais riscos psicossociais, esse aparece quando existe microgestão (alguém revisando cada passo, cada frase e e-mail), quando o colaborador não consegue organizar a própria agenda, definir prioridades ou adaptar a forma de trabalhar.

Isso vira um risco psicossocial porque, com o tempo, esse tipo de desgaste costuma gerar estresse, desmotivação e até conflitos com a liderança.

Um ponto importante aqui é que autonomia não significa “cada um faz do seu jeito” nem falta de processos. O que adoece é o desequilíbrio, com excesso de cobrança e pouca liberdade nas participações, decisões e sem espaço para resolver os problemas.

3) Papel/expectativas mal definidas

Aqui é quando a pessoa não tem clareza suficiente sobre o que realmente se espera dela no trabalho.

Essa falta de clareza acaba gerando cobranças contraditórias e que às vezes nem estão ao alcance do profissional.

No dia a dia, esse risco costuma aparecer em empresas em crescimento acelerado, equipes novas, fusões, revezamento de lideranças ou quando o trabalho depende de muitas áreas.

4) Baixo apoio social e liderança disfuncional

Muitos profissionais acabam enfrentando pressão e problemas do trabalho praticamente sozinhos, sem suporte do gestor, colaboração do time e sem um ambiente seguro para pedir ajuda.

Ele costuma acontecer quando a liderança atua de forma reativa ou confusa e acaba cobrando muito, sem muita orientação ou ainda muda de direção toda hora, dá feedback só quando algo dá errado ou usa controle e medo como “método de gestão”.

Em alguns casos, vira comportamento tóxico mesmo, com ironias, humilhações, comparação entre pessoas, exposição pública de erro, favoritismo ou silêncio punitivo (“deixa a pessoa no vácuo”).

O resultado costuma ser equipes em que as pessoas evitam falar sobre dificuldades, problemas ficam escondidos até virar crise, conflitos se acumulam e a confiança entre líder e liderado cai.

5) Assédio moral, sexual e outras formas de violência

São situações em que alguém é exposto a constrangimento, humilhação, intimidação, ameaça ou abordagem sexual indesejada no ambiente de trabalho.

No assédio moral, o foco costuma ser desqualificar, diminuir ou isolar alguém. Pode aparecer em críticas agressivas, “piadas” repetidas, gritos, cobranças com humilhação, exposição pública de erros, boatos, tarefas impossíveis como punição e ameaças veladas.

No assédio sexual, o elemento central é a conduta sexual não desejada, com comentários, convites insistentes, insinuações, toques, mensagens, chantagem (“se você quiser crescer aqui…”), ou qualquer forma de pressão ligada a vantagem ou ameaça.

6) Injustiça organizacional

Nos principais riscos psicossociais existe também a percepção de que a empresa “não joga limpo” nas decisões e no dia a dia.

Estamos falando aqui quando as pessoas sentem que critérios não são claros, que decisões mudam conforme quem está pedindo ou que existem dois pesos e duas medidas.

Esse tipo de percepção vira um risco psicossocial porque mexe com algo muito básico: confiança. 

Ela costuma acontecer em duas frentes, bem fáceis de reconhecer. A primeira é a injustiça na distribuição: carga de trabalho, bônus, aumento, folgas, oportunidades e reconhecimento.

A segunda é a injustiça no tratamento: falta de respeito, comunicação ríspida, pouco cuidado ao dar feedback, exposição desnecessária e/ou tolerância a comportamentos inadequados dependendo do cargo da pessoa.

7) Reconhecimento insuficiente e recompensas desequilibradas

Sabe quando você pensa: “Isso aqui não vale o meu esforço”?

Muitas vezes isso é sinal de falta de valorização, respeito, feedback, oportunidades e crescimento.

Esse tipo de situação acontece quando o time entrega muito, mas só ouve cobrança. Além disso, as metas batidas viram “obrigação” e o erro vira exposição ou cobrança.

É comum ver nesse cenário, colaboradores reclamando de baixa remuneração ou reconhecimento e as promoções e aumentos são raros.

8) Conflito trabalho/vida e hiperconectividade

Se encaixa também como os principais riscos psicossociais quando o trabalho invade o tempo e a energia que deveriam ficar para descanso, vida pessoal e recuperação.

Esse tipo de situação acontece quando se tornam comuns mensagens e cobranças fora do horário, reuniões marcadas cedo ou tarde demais, “só uma última demanda”, grupos que não param, cultura de responder rápido, plantões informais e a sensação de que dizer “não” pode pegar mal.

9) Mudanças mal geridas e insegurança no emprego

Quando as decisões chegam sem contexto e quem será impactado, o que é prioridade, como será a transição e quais apoios existirão, isso gera ansiedade e insegurança nos colaboradores.

O problema não é a mudança em si (mudança é parte da vida corporativa), e sim a forma como ela é conduzida, com falta clareza, previsibilidade e espaço para perguntas.

10) Condições de trabalho emocionalmente exigentes

Manter a calma em ambiente sob pressão, absorver reclamações, sustentar um “tom” positivo o tempo todo e enfrentar situações de sofrimento em silêncio, são alguns dos principais riscos psicossociais para as empresas.

Essas condições exigem um esforço mental e emocional que gera exaustão emocional, irritabilidade e perda de empatia das pessoas.

É comum ver essas situações em áreas que o colaborador atende um cliente hostil atrás do outro, lida com casos difíceis, receber xingamentos, ouve histórias pesadas e no minuto seguinte agir como se nada tivesse

11) Isolamento e problemas de relacionamento

Vira um risco psicossocial quando a pessoa trabalha com pouca conexão humana ou em um ambiente em que as relações estão sempre em atrito.

Esse tipo de isolamento costuma aparecer quando a comunicação é só por demanda, não existe rotina de alinhamento, faltam espaços seguros para trocar dúvidas, e a pessoa começa a sentir que “não pode incomodar”. 

12) Ambiente de trabalho que favorece discriminação/exclusão

Por fim, dentre os principais riscos psicossociais estão aqueles em que o ambiente organizacional favorece o desrespeito.

Entram aqui “brincadeiras” que constrangem, comentários sobre aparência ou vida pessoal, estereótipos, interrupções frequentes, invalidação de ideias e exclusão de conversas e decisões importantes.

Esse cenário é um risco psicossocial porque atinge diretamente a sensação de segurança e pertencimento, pois a pessoa passa a medir palavras, evita se expor e trabalhar em estado de alerta, como se precisasse provar valor o tempo todo.

Como identificar riscos psicossociais na prática?

Comece pelos sinais que a empresa já tem.

Quais áreas têm mais rotatividade? Onde estamos com mais conflitos, denúncias, queixas sobre liderança ou sobrecarga? Esses indicadores não “provam” um risco sozinho, mas apontam onde pode ser interessante começar a investigar.

Depois, vá para a segunda etapa: definir o que é problema.

Aqui, costuma render muitas conversas com lideranças e times sobre perguntas simples: o que é urgente todo dia? o que trava o fluxo? o que se torna retrabalho?

Muitas vezes, o risco psicossocial está no detalhe do processo, com metas incompatíveis ou falta de autonomia. No entanto, a percepção da liderança não entende como e porquê isso é um problema.

Isso dificulta na resolução do problema.

A terceira camada é a escuta. Pesquisas de clima costumam funcionar em formatos de anonimato (quando fizer sentido) e perguntas sobre situações de trabalho, não sobre diagnósticos pessoais.

Em vez de “você está ansioso?”, prefira algo como “com que frequência o volume de demandas é maior do que a capacidade do time?”.

Com esses insumos em mãos, o gatilho aqui é cruzar informações e priorizar. Se a área X tem horas extras altas, relatos de sobrecarga e aumento de erros, isso vira um ponto de partida.

Como avaliar e classificar riscos psicossociais no PGR?

O caminho mais seguro é tratar o tema como qualquer outro risco ocupacional dentro do GRO.

Ou seja, primeiro você identifica os perigos, depois estima o risco usando critérios claros de probabilidade e severidade e, por fim, registra a classificação no inventário, junto das evidências e das medidas de controle.

O guia do MTE orienta revisar os critérios usados no GRO/PGR para severidade, probabilidade, níveis e classificação de risco e reforça que os fatores psicossociais entram no campo dos fatores ergonômicos, com gestão conectada a métodos da NR-17 (como AEP e AET).

Para a sua segurança, o módulo NR-1 da Sólides ajuda a estruturar essa avaliação com pesquisas para mapear riscos psicossociais (como estresse, sobrecarga e burnout), além de organizar histórico e rastreabilidade das evidências e ações

 A plataforma também apoia a organização de dados para envio ao eSocial, centralizando informação para reduzir inconsistências e dar mais segurança em auditorias e fiscalizações.

Solicite uma demonstração e saiba mais!

Artigo originalmente publicado por Ana Clara Cerqueira em
2026-02-12 09:23:00 no site

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Fonte: solides.com.br

O termo “quais são os principais riscos psicossociais” estão em alta nas empresas e não é por mero acaso. Isso porque desde que foi sinalizado as mudanças da NR-1 para 2026, as organizações passam a precisar identificar e atuar em cima de problemas como sobrecarga, pressão por metas e assédio, mas de maneira documentada.

Se antes as empresas até agiam, mas de maneira velada ou pontual, agora, precisará atuar junto do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com diagnóstico, plano e acompanhamento ou poderão sofrer com processos trabalhistas.

Mas você sabe como identificar e quais são os principais riscos psicossociais presentes nas empresas? Aqui no artigo a gente te apresenta. Confira!

O que são os riscos psicossociais no trabalho?

Os riscos psicossociais são fatores do trabalho que, dependendo da forma como aparecem na rotina, podem gerar estresse, desgaste e adoecimento dos colaboradores.

Alguns desses fatores incluem a forma de organizar demandas, metas, rotinas, comunicação, liderança e relações entre pessoas.

Em 2026, com a mudança da NR-1, o gerenciamento de riscos ocupacionais deve abranger, além de agentes físicos/químicos/biológicos e acidentes, também os riscos ligados a fatores ergonômicos incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho.

Quais são os principais riscos psicossociais nas empresas?

Abaixo listamos os principais riscos psicossociais que costumam acontecer nas empresas:

1) Exigências de trabalho excessivas

Problemas relacionados a esse fator acontecem quando o volume, o ritmo ou a complexidade das demandas ultrapassam, de forma recorrente, o que é possível entregar com qualidade dentro da jornada e com os recursos disponíveis.

Não é “um pico” pontual, e a equipe passa a operar no limite diariamente como se isso fosse normal.

Na prática, esse risco aparece de alguns jeitos bem comuns, como quantidade de tarefas excessivas para o mesmo time e sem ajuste de capacidade.

Em outras, é tempo, com prazos apertados o tempo todo e falta de prioridade.

Também pode ser agendas lotadas, reuniões em sequência, interrupções constantes, mensagens fora do horário e dificuldade de fazer pausas.

2) Baixo controle e pouca autonomia

Aqui, estamos falando quando a pessoa até tem responsabilidade pelo resultado, mas quase não tem margem para decidir como executar o trabalho no dia a dia.

Entre os principais riscos psicossociais, esse aparece quando existe microgestão (alguém revisando cada passo, cada frase e e-mail), quando o colaborador não consegue organizar a própria agenda, definir prioridades ou adaptar a forma de trabalhar.

Isso vira um risco psicossocial porque, com o tempo, esse tipo de desgaste costuma gerar estresse, desmotivação e até conflitos com a liderança.

Um ponto importante aqui é que autonomia não significa “cada um faz do seu jeito” nem falta de processos. O que adoece é o desequilíbrio, com excesso de cobrança e pouca liberdade nas participações, decisões e sem espaço para resolver os problemas.

3) Papel/expectativas mal definidas

Aqui é quando a pessoa não tem clareza suficiente sobre o que realmente se espera dela no trabalho.

Essa falta de clareza acaba gerando cobranças contraditórias e que às vezes nem estão ao alcance do profissional.

No dia a dia, esse risco costuma aparecer em empresas em crescimento acelerado, equipes novas, fusões, revezamento de lideranças ou quando o trabalho depende de muitas áreas.

4) Baixo apoio social e liderança disfuncional

Muitos profissionais acabam enfrentando pressão e problemas do trabalho praticamente sozinhos, sem suporte do gestor, colaboração do time e sem um ambiente seguro para pedir ajuda.

Ele costuma acontecer quando a liderança atua de forma reativa ou confusa e acaba cobrando muito, sem muita orientação ou ainda muda de direção toda hora, dá feedback só quando algo dá errado ou usa controle e medo como “método de gestão”.

Em alguns casos, vira comportamento tóxico mesmo, com ironias, humilhações, comparação entre pessoas, exposição pública de erro, favoritismo ou silêncio punitivo (“deixa a pessoa no vácuo”).

O resultado costuma ser equipes em que as pessoas evitam falar sobre dificuldades, problemas ficam escondidos até virar crise, conflitos se acumulam e a confiança entre líder e liderado cai.

5) Assédio moral, sexual e outras formas de violência

São situações em que alguém é exposto a constrangimento, humilhação, intimidação, ameaça ou abordagem sexual indesejada no ambiente de trabalho.

No assédio moral, o foco costuma ser desqualificar, diminuir ou isolar alguém. Pode aparecer em críticas agressivas, “piadas” repetidas, gritos, cobranças com humilhação, exposição pública de erros, boatos, tarefas impossíveis como punição e ameaças veladas.

No assédio sexual, o elemento central é a conduta sexual não desejada, com comentários, convites insistentes, insinuações, toques, mensagens, chantagem (“se você quiser crescer aqui…”), ou qualquer forma de pressão ligada a vantagem ou ameaça.

6) Injustiça organizacional

Nos principais riscos psicossociais existe também a percepção de que a empresa “não joga limpo” nas decisões e no dia a dia.

Estamos falando aqui quando as pessoas sentem que critérios não são claros, que decisões mudam conforme quem está pedindo ou que existem dois pesos e duas medidas.

Esse tipo de percepção vira um risco psicossocial porque mexe com algo muito básico: confiança. 

Ela costuma acontecer em duas frentes, bem fáceis de reconhecer. A primeira é a injustiça na distribuição: carga de trabalho, bônus, aumento, folgas, oportunidades e reconhecimento.

A segunda é a injustiça no tratamento: falta de respeito, comunicação ríspida, pouco cuidado ao dar feedback, exposição desnecessária e/ou tolerância a comportamentos inadequados dependendo do cargo da pessoa.

7) Reconhecimento insuficiente e recompensas desequilibradas

Sabe quando você pensa: “Isso aqui não vale o meu esforço”?

Muitas vezes isso é sinal de falta de valorização, respeito, feedback, oportunidades e crescimento.

Esse tipo de situação acontece quando o time entrega muito, mas só ouve cobrança. Além disso, as metas batidas viram “obrigação” e o erro vira exposição ou cobrança.

É comum ver nesse cenário, colaboradores reclamando de baixa remuneração ou reconhecimento e as promoções e aumentos são raros.

8) Conflito trabalho/vida e hiperconectividade

Se encaixa também como os principais riscos psicossociais quando o trabalho invade o tempo e a energia que deveriam ficar para descanso, vida pessoal e recuperação.

Esse tipo de situação acontece quando se tornam comuns mensagens e cobranças fora do horário, reuniões marcadas cedo ou tarde demais, “só uma última demanda”, grupos que não param, cultura de responder rápido, plantões informais e a sensação de que dizer “não” pode pegar mal.

9) Mudanças mal geridas e insegurança no emprego

Quando as decisões chegam sem contexto e quem será impactado, o que é prioridade, como será a transição e quais apoios existirão, isso gera ansiedade e insegurança nos colaboradores.

O problema não é a mudança em si (mudança é parte da vida corporativa), e sim a forma como ela é conduzida, com falta clareza, previsibilidade e espaço para perguntas.

10) Condições de trabalho emocionalmente exigentes

Manter a calma em ambiente sob pressão, absorver reclamações, sustentar um “tom” positivo o tempo todo e enfrentar situações de sofrimento em silêncio, são alguns dos principais riscos psicossociais para as empresas.

Essas condições exigem um esforço mental e emocional que gera exaustão emocional, irritabilidade e perda de empatia das pessoas.

É comum ver essas situações em áreas que o colaborador atende um cliente hostil atrás do outro, lida com casos difíceis, receber xingamentos, ouve histórias pesadas e no minuto seguinte agir como se nada tivesse

11) Isolamento e problemas de relacionamento

Vira um risco psicossocial quando a pessoa trabalha com pouca conexão humana ou em um ambiente em que as relações estão sempre em atrito.

Esse tipo de isolamento costuma aparecer quando a comunicação é só por demanda, não existe rotina de alinhamento, faltam espaços seguros para trocar dúvidas, e a pessoa começa a sentir que “não pode incomodar”. 

12) Ambiente de trabalho que favorece discriminação/exclusão

Por fim, dentre os principais riscos psicossociais estão aqueles em que o ambiente organizacional favorece o desrespeito.

Entram aqui “brincadeiras” que constrangem, comentários sobre aparência ou vida pessoal, estereótipos, interrupções frequentes, invalidação de ideias e exclusão de conversas e decisões importantes.

Esse cenário é um risco psicossocial porque atinge diretamente a sensação de segurança e pertencimento, pois a pessoa passa a medir palavras, evita se expor e trabalhar em estado de alerta, como se precisasse provar valor o tempo todo.

Como identificar riscos psicossociais na prática?

Comece pelos sinais que a empresa já tem.

Quais áreas têm mais rotatividade? Onde estamos com mais conflitos, denúncias, queixas sobre liderança ou sobrecarga? Esses indicadores não “provam” um risco sozinho, mas apontam onde pode ser interessante começar a investigar.

Depois, vá para a segunda etapa: definir o que é problema.

Aqui, costuma render muitas conversas com lideranças e times sobre perguntas simples: o que é urgente todo dia? o que trava o fluxo? o que se torna retrabalho?

Muitas vezes, o risco psicossocial está no detalhe do processo, com metas incompatíveis ou falta de autonomia. No entanto, a percepção da liderança não entende como e porquê isso é um problema.

Isso dificulta na resolução do problema.

A terceira camada é a escuta. Pesquisas de clima costumam funcionar em formatos de anonimato (quando fizer sentido) e perguntas sobre situações de trabalho, não sobre diagnósticos pessoais.

Em vez de “você está ansioso?”, prefira algo como “com que frequência o volume de demandas é maior do que a capacidade do time?”.

Com esses insumos em mãos, o gatilho aqui é cruzar informações e priorizar. Se a área X tem horas extras altas, relatos de sobrecarga e aumento de erros, isso vira um ponto de partida.

Como avaliar e classificar riscos psicossociais no PGR?

O caminho mais seguro é tratar o tema como qualquer outro risco ocupacional dentro do GRO.

Ou seja, primeiro você identifica os perigos, depois estima o risco usando critérios claros de probabilidade e severidade e, por fim, registra a classificação no inventário, junto das evidências e das medidas de controle.

O guia do MTE orienta revisar os critérios usados no GRO/PGR para severidade, probabilidade, níveis e classificação de risco e reforça que os fatores psicossociais entram no campo dos fatores ergonômicos, com gestão conectada a métodos da NR-17 (como AEP e AET).

Para a sua segurança, o módulo NR-1 da Sólides ajuda a estruturar essa avaliação com pesquisas para mapear riscos psicossociais (como estresse, sobrecarga e burnout), além de organizar histórico e rastreabilidade das evidências e ações

 A plataforma também apoia a organização de dados para envio ao eSocial, centralizando informação para reduzir inconsistências e dar mais segurança em auditorias e fiscalizações.

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