Quais são as multas por descumprimento da NR-1 em 2026?


Por muito tempo, a NR-1 esteve diretamente relacionada a riscos envolvendo produtos químicos e riscos físicos,por exemplo. No entanto, em 2026 isso mudou. Isso porque situações envolvendo sobrecarga, assédio e outros riscos psicossociais passam a ser tratados dentro da PGR, ou seja, há risco de multas por descumprimento da NR-1.

Por isso, empresas que ignorarem essa mudança, podem correr riscos trabalhistas que podem chegar a quase R$ 44 mil.

Está querendo saber mais sobre as multas envolvendo os riscos psicossociais? Então continue a leitura e confira.

O que mudou na NR-1 em 2026?

A NR-1 sempre foi a Norma Regulamentadora que destacou a necessidade e a importância de ter um Programa de Gerenciamento de Riscos, o famoso PGR.

Esse cenário anterior gerava imagens em nossas cabeças envolvendo capacetes, botas de segurança, proteção contra ruídos de máquinas ou cadeiras ergonômicas. O foco era quase 100% físico e ambiental.

No entanto, a partir de 2026, é reconhecida na norma que o ambiente de trabalho também pode adoecer a mente, os chamados riscos psicossociais.

Com a atualização da norma, agora a legislação passa a exigir que as empresas olhem para os chamados riscos psicossociais com a mesma seriedade com que olham para um piso escorregadio ou um aparelho defeituoso, que pode gerar um acidente.

Essa mudança acarreta em dois pilares que o RH precisa olhar:

1- Riscos psicossociais no inventário: sobrecarga, pressão excessiva e falhas de comunicação não podem ser tratados mais como clima da empresa. Agora, é necessário também conter um inventário de riscos ocupacionais, junto com riscos físicos e acidentes ergonômicos.

2- Gestão do plano de ação: a empresa não pode ficar apenas no “identificamos o problema”. É necessário identificar e agir em cima dele, com prazos e responsáveis, além de garantir que resolução aconteceu, pois a recorrência do problema pode acarretar em multas por descumprimento da NR-1 serem ainda maiores.

Leia também: Os 12 principais riscos psicossociais para se atentar

O que são riscos psicossociais?

Fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho são perigos que nascem de problemas na concepção, na organização e na gestão do trabalho, que podem gerar efeitos psicológicos, físicos e sociais, como estresse, esgotamento e até adoecimentos.

Alguns exemplos:

  • Demandas excessivas e ritmo frenético: é aquela velha história do colaborador que faz o trabalho de três pessoas, com prazos irreais e que precisa estar sempre “apagando incêndios”. A sobrecarga crônica é o caminho mais rápido para o Burnout.
  • Falta de controle e autonomia (Microgerenciamento): profissionais que não têm voz ativa sobre como executam suas tarefas, ou que são vigiados em cada clique que dão. A sensação de impotência gera um estresse constante.
  • Falta de clareza de papéis: sabe quando o colaborador não sabe exatamente o que esperam dele, tem metas confusas ou responde a dois gestores que dão ordens contrárias? Esse conflito diário é um risco alto.
  • Relacionamentos tóxicos e assédio: um clima organizacional onde o respeito passa longe. Isso inclui desde a tolerância a piadas ofensivas e exclusão de colegas, até casos graves de assédio moral e sexual por parte de lideranças ou pares.
  • Falta de apoio e reconhecimento: ambientes onde o esforço nunca é validado, o erro é punido com humilhação pública e o trabalhador sente que está completamente sozinho caso enfrente uma dificuldade técnica ou emocional.

Como as multas da NR-1 são calculadas?

Não existe um valor fixo, como se fosse uma multa de trânsito. Isso porque o cálculo funciona levando alguns fatores em consideração, como gravidade, número de funcionários e a recorrência.

Para definir o valor das multas por descumprimento da NR-1, a fiscalização usa a “calculadora” de outra norma, a NR-28. Confira como funciona:

  1. A gravidade da infração: a lei classifica as falhas em uma escala que vai de I1 (mais leve) a I4 (gravíssima). Por exemplo: omissões no Programa de Gerenciamento de Riscos costumam ser enquadradas nas gravidades mais altas (I3 ou I4), o que já eleva o valor base da autuação logo de cara.
  2. O número de funcionários: a matemática aqui é a tabela da NR-28 é proporcional ao tamanho da sua equipe. Isso significa que a multa por não ter um plano de ação para saúde mental em uma empresa de 20 funcionários terá um valor “X”. Se a sua empresa tem 500 ou 1.000 colaboradores e comete a mesma exata infração, o valor será maior. Quanto mais pessoas expostas ao risco, mais cara é a penalidade.
  3. O “Combo” de infrações: um auditor fiscal raramente aplica uma multa única de “PGR desatualizado”. Ele vai encontrar a causa raiz do problema. Dessa forma, a empresa é autuada por não identificar o risco de sobrecarga, mais uma autuação por não ter um plano de ação, mais outra por não treinar as lideranças. Uma multa base que começaria em R$ 3.000 ou R$ 5.000 se multiplica por cada item descumprido, chegando facilmente a dezenas de milhares de reais.

Obs.: se o problema for reincidente, o auditor pode aumentar também bastante o valor da multa também, por considerar um problema grave de má-fe ou resistência para resolver o problema.

Quais são os valores estimados?

A NR-28 usa uma tabela escalonada, então não existe um “preço único” tabelado. Mas, para te dar uma dimensão financeira bem realista, vamos olhar para as médias aplicadas pelos auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego.

Para uma infração clássica relacionada à NR-1, como não elaborar o PGR adequadamente, omitir o mapeamento de riscos psicossociais ou não ter um plano de ação para mitigá-los, o valor base costuma variar entre R$ 1.700,00 e R$ 5.200,00 por item descumprido.

Agora, imagine que o auditor visita a sua empresa e constata que o tema “saúde mental” foi ignorado na gestão de segurança. Ele não vai dar apenas uma multa. Ele pode autuar a empresa por:

  1. Falta de inventário de riscos psicossociais (Multa 1)
  2. Ausência de um plano de ação preventivo (Multa 2)
  3. Falta de treinamento adequado para os colaboradores e lideranças sobre o tema (Multa 3)

Nesse cenário, um problema que custaria R$ 5.000,00 salta facilmente para R$ 15.000,00 ou R$ 20.000,00 em uma única visita.

Se a sua empresa for de grande porte (centenas ou milhares de funcionários), o multiplicador da tabela da NR-28 vai elevar esse valor ainda mais.

A Sólides pode te ajudar

A verdade é que a gestão de riscos psicossociais exige dados precisos, escuta ativa e acompanhamento contínuo, algo que só a tecnologia consegue centralizar de forma segura e eficiente.

É exatamente por isso que o Módulo de NR-1 da Sólides é capaz de conectar, de vez, a Gestão de Pessoas à Segurança do Trabalho. Com ele, você tira o PGR da gaveta e transforma a obrigatoriedade legal em uma gestão de saúde mental inteligente, documentada e à prova de autuações.

Em vez de tentar cruzar dados de clima, níveis de estresse, absenteísmo e perfis comportamentais de forma manual e descentralizada, a nossa solução automatiza esse mapeamento e entrega o diagnóstico e os planos de ação que a fiscalização exige.

Acesse a página do Módulo de NR-1 da Sólides, agende uma demonstração com os nossos especialistas e descubra como podemos blindar a sua empresa de forma estratégica antes que o prazo acabe!

Artigo originalmente publicado por Ana Clara Cerqueira em
2026-03-03 10:05:00 no site

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Fonte: solides.com.br

Por muito tempo, a NR-1 esteve diretamente relacionada a riscos envolvendo produtos químicos e riscos físicos,por exemplo. No entanto, em 2026 isso mudou. Isso porque situações envolvendo sobrecarga, assédio e outros riscos psicossociais passam a ser tratados dentro da PGR, ou seja, há risco de multas por descumprimento da NR-1.

Por isso, empresas que ignorarem essa mudança, podem correr riscos trabalhistas que podem chegar a quase R$ 44 mil.

Está querendo saber mais sobre as multas envolvendo os riscos psicossociais? Então continue a leitura e confira.

O que mudou na NR-1 em 2026?

A NR-1 sempre foi a Norma Regulamentadora que destacou a necessidade e a importância de ter um Programa de Gerenciamento de Riscos, o famoso PGR.

Esse cenário anterior gerava imagens em nossas cabeças envolvendo capacetes, botas de segurança, proteção contra ruídos de máquinas ou cadeiras ergonômicas. O foco era quase 100% físico e ambiental.

No entanto, a partir de 2026, é reconhecida na norma que o ambiente de trabalho também pode adoecer a mente, os chamados riscos psicossociais.

Com a atualização da norma, agora a legislação passa a exigir que as empresas olhem para os chamados riscos psicossociais com a mesma seriedade com que olham para um piso escorregadio ou um aparelho defeituoso, que pode gerar um acidente.

Essa mudança acarreta em dois pilares que o RH precisa olhar:

1- Riscos psicossociais no inventário: sobrecarga, pressão excessiva e falhas de comunicação não podem ser tratados mais como clima da empresa. Agora, é necessário também conter um inventário de riscos ocupacionais, junto com riscos físicos e acidentes ergonômicos.

2- Gestão do plano de ação: a empresa não pode ficar apenas no “identificamos o problema”. É necessário identificar e agir em cima dele, com prazos e responsáveis, além de garantir que resolução aconteceu, pois a recorrência do problema pode acarretar em multas por descumprimento da NR-1 serem ainda maiores.

Leia também: Os 12 principais riscos psicossociais para se atentar

O que são riscos psicossociais?

Fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho são perigos que nascem de problemas na concepção, na organização e na gestão do trabalho, que podem gerar efeitos psicológicos, físicos e sociais, como estresse, esgotamento e até adoecimentos.

Alguns exemplos:

  • Demandas excessivas e ritmo frenético: é aquela velha história do colaborador que faz o trabalho de três pessoas, com prazos irreais e que precisa estar sempre “apagando incêndios”. A sobrecarga crônica é o caminho mais rápido para o Burnout.
  • Falta de controle e autonomia (Microgerenciamento): profissionais que não têm voz ativa sobre como executam suas tarefas, ou que são vigiados em cada clique que dão. A sensação de impotência gera um estresse constante.
  • Falta de clareza de papéis: sabe quando o colaborador não sabe exatamente o que esperam dele, tem metas confusas ou responde a dois gestores que dão ordens contrárias? Esse conflito diário é um risco alto.
  • Relacionamentos tóxicos e assédio: um clima organizacional onde o respeito passa longe. Isso inclui desde a tolerância a piadas ofensivas e exclusão de colegas, até casos graves de assédio moral e sexual por parte de lideranças ou pares.
  • Falta de apoio e reconhecimento: ambientes onde o esforço nunca é validado, o erro é punido com humilhação pública e o trabalhador sente que está completamente sozinho caso enfrente uma dificuldade técnica ou emocional.

Como as multas da NR-1 são calculadas?

Não existe um valor fixo, como se fosse uma multa de trânsito. Isso porque o cálculo funciona levando alguns fatores em consideração, como gravidade, número de funcionários e a recorrência.

Para definir o valor das multas por descumprimento da NR-1, a fiscalização usa a “calculadora” de outra norma, a NR-28. Confira como funciona:

  1. A gravidade da infração: a lei classifica as falhas em uma escala que vai de I1 (mais leve) a I4 (gravíssima). Por exemplo: omissões no Programa de Gerenciamento de Riscos costumam ser enquadradas nas gravidades mais altas (I3 ou I4), o que já eleva o valor base da autuação logo de cara.
  2. O número de funcionários: a matemática aqui é a tabela da NR-28 é proporcional ao tamanho da sua equipe. Isso significa que a multa por não ter um plano de ação para saúde mental em uma empresa de 20 funcionários terá um valor “X”. Se a sua empresa tem 500 ou 1.000 colaboradores e comete a mesma exata infração, o valor será maior. Quanto mais pessoas expostas ao risco, mais cara é a penalidade.
  3. O “Combo” de infrações: um auditor fiscal raramente aplica uma multa única de “PGR desatualizado”. Ele vai encontrar a causa raiz do problema. Dessa forma, a empresa é autuada por não identificar o risco de sobrecarga, mais uma autuação por não ter um plano de ação, mais outra por não treinar as lideranças. Uma multa base que começaria em R$ 3.000 ou R$ 5.000 se multiplica por cada item descumprido, chegando facilmente a dezenas de milhares de reais.

Obs.: se o problema for reincidente, o auditor pode aumentar também bastante o valor da multa também, por considerar um problema grave de má-fe ou resistência para resolver o problema.

Quais são os valores estimados?

A NR-28 usa uma tabela escalonada, então não existe um “preço único” tabelado. Mas, para te dar uma dimensão financeira bem realista, vamos olhar para as médias aplicadas pelos auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego.

Para uma infração clássica relacionada à NR-1, como não elaborar o PGR adequadamente, omitir o mapeamento de riscos psicossociais ou não ter um plano de ação para mitigá-los, o valor base costuma variar entre R$ 1.700,00 e R$ 5.200,00 por item descumprido.

Agora, imagine que o auditor visita a sua empresa e constata que o tema “saúde mental” foi ignorado na gestão de segurança. Ele não vai dar apenas uma multa. Ele pode autuar a empresa por:

  1. Falta de inventário de riscos psicossociais (Multa 1)
  2. Ausência de um plano de ação preventivo (Multa 2)
  3. Falta de treinamento adequado para os colaboradores e lideranças sobre o tema (Multa 3)

Nesse cenário, um problema que custaria R$ 5.000,00 salta facilmente para R$ 15.000,00 ou R$ 20.000,00 em uma única visita.

Se a sua empresa for de grande porte (centenas ou milhares de funcionários), o multiplicador da tabela da NR-28 vai elevar esse valor ainda mais.

A Sólides pode te ajudar

A verdade é que a gestão de riscos psicossociais exige dados precisos, escuta ativa e acompanhamento contínuo, algo que só a tecnologia consegue centralizar de forma segura e eficiente.

É exatamente por isso que o Módulo de NR-1 da Sólides é capaz de conectar, de vez, a Gestão de Pessoas à Segurança do Trabalho. Com ele, você tira o PGR da gaveta e transforma a obrigatoriedade legal em uma gestão de saúde mental inteligente, documentada e à prova de autuações.

Em vez de tentar cruzar dados de clima, níveis de estresse, absenteísmo e perfis comportamentais de forma manual e descentralizada, a nossa solução automatiza esse mapeamento e entrega o diagnóstico e os planos de ação que a fiscalização exige.

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