O absenteísmo no inverno sobe todo ano. Gripes, resfriados, ar seco e a queda de motivação causada pelo frio formam uma combinação que pressiona a produtividade das equipes entre junho e agosto, os meses mais críticos para o Brasil.
O problema não é novo, mas a maioria das empresas ainda reage de forma improvisada: cobra atestados, redistribui tarefas e espera a estação passar.
O que faz a diferença é antecipar o pico de faltas com um plano estruturado, e o RH tem papel central nisso.
Neste artigo, você vai entender as causas reais do aumento de faltas no inverno, os impactos que passam despercebidos e seis ações práticas que o RH pode implementar antes do pico da temporada.
Material gratuito: descubra como reduzir as faltas na empresa
Por que o absenteísmo aumenta no inverno?
O inverno concentra os maiores índices de absenteísmo do ano.
Não é coincidência: três fatores se combinam nessa época e elevam as ausências de forma simultânea.
Doenças respiratórias e o ambiente fechado do escritório
Gripes, resfriados, bronquite e sinusites têm pico entre maio e agosto no Brasil. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), antes mesmo da pandemia, doenças respiratórias como gripe e influenza já representavam entre 10% e 12% de todo o absenteísmo nas empresas.
O escritório amplifica o problema. Quando as janelas ficam fechadas e os sistemas de ar-condicionado circulam o mesmo ar, a transmissão de vírus é facilitada.
Um colaborador doente que vai trabalhar pode contaminar parte da equipe em poucos dias, um ciclo que se repete ao longo de toda a estação.
Queda de motivação e a influência do clima frio
O frio afeta comportamento. A redução da luz solar e as baixas temperaturas impactam os níveis de serotonina e dopamina, neurotransmissores ligados ao humor e à motivação.
Causando mais dificuldade para sair de casa, mais sensação de cansaço e, em alguns casos, mais faltas sem justificativa clara.
Esse tipo de absenteísmo, difuso e sem atestado médico, é mais difícil de identificar. Costuma aparecer como atrasos frequentes nos relatórios de ponto antes de se transformar em ausências.
Saúde mental sazonal: quando o inverno pesa mais
Para colaboradores que já convivem com ansiedade, burnout ou depressão, o inverno funciona como catalisador.
A queda de luminosidade, o isolamento social maior e o acúmulo de demandas no fim do primeiro semestre formam um contexto desfavorável.
Segundo o Mapa do RH & DP 2025 da Sólides, 37% dos profissionais apontam o bem-estar como principal desafio da gestão de pessoas.
Mesmo assim, apenas 12% das empresas oferecem acompanhamento psicológico estruturado.
A maioria das empresas chega ao inverno sem nenhuma rede de suporte montada.
Quanto custa um pico de faltas para a empresa?
O absenteísmo no inverno não é só um problema operacional.
Ele tem custo financeiro, jurídico e de clima organizacional, e esses impactos costumam ser subestimados.
Impacto na produtividade e nas equipes
Quando um colaborador falta, o trabalho não desaparece. Ele é redistribuído para quem está presente, aumentando a carga e criando um ciclo de sobrecarga.
Equipes sobrecarregadas erram mais, entregam menos e ficam mais suscetíveis a faltar em seguida.
O presenteísmo complica ainda mais esse quadro. Colaboradores que vão trabalhar doentes ou desmotivados estão presentes fisicamente, mas com rendimento reduzido.
Entender a diferença entre absenteísmo e presenteísmo ajuda a identificar os dois problemas no diagnóstico da sua equipe.
Faltas frequentes, processos trabalhistas e o risco jurídico
Ausências ou atrasos frequentes aparecem como o segundo maior motivo de desligamento involuntário nas empresas brasileiras, com 44% das ocorrências, segundo o Mapa do RH & DP 2025 da Sólides.
Mas demitir por faltas recorrentes exige documentação adequada e respeito ao processo previsto na CLT.
Empresas que não registram ausências corretamente, não aplicam advertências conforme a legislação ou não controlam o ponto de forma confiável ficam expostas.
O mesmo relatório mostra que 63% das empresas sofreram ao menos um processo trabalhista em 2024. O inverno, quando cresce a pressão por demissões por desempenho, pode ser um gatilho direto para esse risco.
Como calcular a taxa de absenteísmo no período
Antes de agir, é preciso medir. A taxa de absenteísmo mostra o percentual de horas não trabalhadas em relação ao total esperado.
Fórmula: Taxa de absenteísmo = (horas ausentes ÷ horas esperadas) × 100
Exemplo: uma equipe de 20 pessoas, com jornada de 8 horas diárias e 22 dias úteis no mês, tem 3.520 horas esperadas. Se as horas ausentes forem 176, a taxa é de 5%, acima do referencial tolerável para a maioria dos setores, que fica entre 1,5% e 3,5%.
Veja como calcular a taxa de absenteísmo com mais detalhes, incluindo variações da fórmula para diferentes tipos de ausência.
Monitorar esse indicador mês a mês permite identificar quando o inverno começa a pressionar os números e agir com antecedência, não apenas depois que o pico já passou.
Plano de ação do RH para o inverno: 6 medidas que funcionam
Reduzir o absenteísmo no inverno exige preparação antes do frio chegar.
As seis medidas abaixo são práticas e aplicáveis mesmo em empresas com RH enxuto.
1. Campanha de vacinação corporativa
A vacinação contra gripe é a ação com maior impacto direto. Estudos indicam que empresas que organizam campanhas corporativas reduzem entre 25% e 43% os dias perdidos por doenças sazonais.
O RH pode negociar com clínicas para oferecer vacinação no próprio local de trabalho ou reembolso para quem se vacinar por conta própria.
O custo é baixo, o retorno é imediato e a adesão tende a ser alta quando a empresa facilita o acesso.
2. Benefícios de saúde e acompanhamento médico
Plano de saúde com cobertura para clínico geral reduz o tempo entre o início dos sintomas e o atendimento.
Colaboradores sem plano tendem a adiar a consulta e chegam ao trabalho doentes por mais dias, aumentando tanto o presenteísmo quanto a contaminação da equipe.
Benefícios como telemedicina e acesso a aplicativos de saúde mental ajudam a tratar o problema antes que ele vire falta.
Saiba mais sobre como promover saúde mental no trabalho com ações que cabem no orçamento de PMEs.
3. Gestão eficiente de atestados médicos
A equipe de DP precisa estar preparada para o volume maior de atestados no inverno.
Isso inclui saber quais documentos são válidos, quais ausências são justificadas pela CLT e quando uma série de atestados pode indicar incapacidade para o trabalho e gerar afastamento pelo INSS.
O guia completo sobre atestado médico orienta os profissionais de DP na gestão desses documentos, incluindo prazos, validade e procedimentos corretos.
Sem esse processo estruturado, o RH corre risco de aceitar documentos inválidos, negar justificativas legítimas ou deixar de registrar ausências que deveriam alimentar advertências.
Entenda também as regras para lidar com faltas injustificadas e os passos corretos antes de qualquer medida disciplinar.
4. Qualidade do ar e ergonomia do ambiente
Ambientes com ar-condicionado em recirculação e baixa umidade favorecem a proliferação de vírus e provocam irritações nas vias respiratórias.
Medidas simples reduzem esse risco: manter a umidade relativa do ar entre 40% e 60% com umidificadores, abrir janelas nos horários mais quentes para renovar o ar, higienizar os filtros do ar-condicionado antes do inverno e disponibilizar álcool gel em pontos estratégicos.
Essas ações não eliminam o risco, mas reduzem a velocidade de transmissão dentro do escritório.
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5. Flexibilidade e trabalho remoto nos dias críticos
Colaboradores com sintomas leves que vão ao escritório contaminam colegas e trabalham abaixo da capacidade.
Permitir home office nesses casos reduz a disseminação e mantém algum nível de produtividade.
Empresas com política de trabalho remoto ou horário flexível têm menos absenteísmo no inverno porque o colaborador não precisa escolher entre ir doente ao escritório ou faltar completamente.
Mesmo em operações presenciais, criar uma exceção temporária para doenças respiratórias leves é uma medida que se paga.
6. Monitoramento contínuo com dados de RH
Nenhuma das cinco medidas anteriores funciona sem dados. O RH precisa acompanhar a taxa de absenteísmo semana a semana durante o inverno, identificar quais equipes estão mais afetadas e agir antes que o problema se espalhe.
Softwares de RH com módulos de controle de ponto e relatórios de ausência automatizam esse monitoramento.
O papel do RH além das faltas: clima e engajamento
Reduzir o absenteísmo no inverno não é só uma questão de saúde física. O clima organizacional é uma variável central: equipes engajadas faltam menos, mesmo quando o frio aumenta.
O RH pode usar o período anterior ao inverno para realizar uma pesquisa de clima e identificar quais equipes estão mais desmotivadas ou sobrecarregadas.
Essas equipes chegam à estação com menos resiliência para absorver a pressão da temporada.
Gestores bem preparados também fazem diferença. Um líder que reconhece sinais de esgotamento, flexibiliza quando necessário e mantém comunicação aberta reduz o absenteísmo por motivação, que não aparece nos atestados, mas aparece nos relatórios de ponto.
O bem-estar dos colaboradores deixou de ser pauta de RH avançado para se tornar uma necessidade operacional.
Ignorar o inverno como fator de risco é deixar de proteger um ativo que a empresa levou tempo para construir.
Materiais gratuitos: aprenda tudo pesquisa de clima! Ebook, planilha e modelo de pesquisa
Dúvidas frequentes sobre absenteísmo no inverno
O principal fator são as doenças respiratórias, que se disseminam mais facilmente em ambientes fechados e com baixa umidade. A queda de motivação causada pelo frio e pela redução da luz solar também contribui. Segundo a OMS, gripes e doenças respiratórias representavam entre 10% e 12% de todo o absenteísmo nas empresas antes mesmo da pandemia, com concentração nos meses mais frios.
Sim, quando o colaborador apresenta atestado médico válido. Pela CLT, a ausência justificada por doença comprovada não pode ser descontada do salário. A partir do 16º dia de afastamento, o pagamento passa a ser responsabilidade do INSS via auxílio-doença.
Calcule o percentual mensal: divida as horas ausentes pelo total de horas esperadas e multiplique por 100. Taxas acima de 3,5% ao mês são consideradas altas pela maioria dos especialistas. No inverno, um aumento de até 1,5 ponto percentual em relação à média anual é esperado. Acima disso, há necessidade de ação.
Sim, mas o processo precisa seguir as regras da CLT: registro formal das ausências, advertências documentadas e, nos casos mais graves, suspensão antes da demissão por justa causa. Faltas justificadas com atestado não podem fundamentar justa causa. Recomenda-se suporte jurídico antes de qualquer decisão nesse sentido.
Presenteísmo é quando o colaborador está presente, mas com rendimento comprometido, por doença, desmotivação ou esgotamento. No inverno, é comum encontrar pessoas trabalhando gripadas, o que reduz a produtividade e aumenta o risco de contaminação da equipe. O presenteísmo não aparece nas métricas de absenteísmo, mas tem impacto equivalente ou maior na performance
O inverno é previsível. O pico de absenteísmo também é. A diferença entre empresas que absorvem esse impacto com naturalidade e as que enfrentam queda de produtividade e crises de equipe está no nível de preparação do RH.
Vacinação, gestão correta de atestados, qualidade do ambiente, flexibilidade e monitoramento de indicadores são ações aplicáveis em qualquer empresa, independentemente do porte.
O pré-requisito é começar antes do frio chegar.
A Sólides oferece um sistema completo de RH e DP para ajudar sua empresa a monitorar ausências, gerenciar jornada e estruturar ações de bem-estar ao longo do ano. Conheça a plataforma e veja como transformar dados de absenteísmo em decisões estratégicas.
Artigo originalmente publicado por Sabrina Camilo em
2026-06-12 09:58:00 no site
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Fonte: solides.com.br
O absenteísmo no inverno sobe todo ano. Gripes, resfriados, ar seco e a queda de motivação causada pelo frio formam uma combinação que pressiona a produtividade das equipes entre junho e agosto, os meses mais críticos para o Brasil.
O problema não é novo, mas a maioria das empresas ainda reage de forma improvisada: cobra atestados, redistribui tarefas e espera a estação passar.
O que faz a diferença é antecipar o pico de faltas com um plano estruturado, e o RH tem papel central nisso.
Neste artigo, você vai entender as causas reais do aumento de faltas no inverno, os impactos que passam despercebidos e seis ações práticas que o RH pode implementar antes do pico da temporada.
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Por que o absenteísmo aumenta no inverno?
O inverno concentra os maiores índices de absenteísmo do ano.
Não é coincidência: três fatores se combinam nessa época e elevam as ausências de forma simultânea.
Doenças respiratórias e o ambiente fechado do escritório
Gripes, resfriados, bronquite e sinusites têm pico entre maio e agosto no Brasil. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), antes mesmo da pandemia, doenças respiratórias como gripe e influenza já representavam entre 10% e 12% de todo o absenteísmo nas empresas.
O escritório amplifica o problema. Quando as janelas ficam fechadas e os sistemas de ar-condicionado circulam o mesmo ar, a transmissão de vírus é facilitada.
Um colaborador doente que vai trabalhar pode contaminar parte da equipe em poucos dias, um ciclo que se repete ao longo de toda a estação.
Queda de motivação e a influência do clima frio
O frio afeta comportamento. A redução da luz solar e as baixas temperaturas impactam os níveis de serotonina e dopamina, neurotransmissores ligados ao humor e à motivação.
Causando mais dificuldade para sair de casa, mais sensação de cansaço e, em alguns casos, mais faltas sem justificativa clara.
Esse tipo de absenteísmo, difuso e sem atestado médico, é mais difícil de identificar. Costuma aparecer como atrasos frequentes nos relatórios de ponto antes de se transformar em ausências.
Saúde mental sazonal: quando o inverno pesa mais
Para colaboradores que já convivem com ansiedade, burnout ou depressão, o inverno funciona como catalisador.
A queda de luminosidade, o isolamento social maior e o acúmulo de demandas no fim do primeiro semestre formam um contexto desfavorável.
Segundo o Mapa do RH & DP 2025 da Sólides, 37% dos profissionais apontam o bem-estar como principal desafio da gestão de pessoas.
Mesmo assim, apenas 12% das empresas oferecem acompanhamento psicológico estruturado.
A maioria das empresas chega ao inverno sem nenhuma rede de suporte montada.
Quanto custa um pico de faltas para a empresa?
O absenteísmo no inverno não é só um problema operacional.
Ele tem custo financeiro, jurídico e de clima organizacional, e esses impactos costumam ser subestimados.
Impacto na produtividade e nas equipes
Quando um colaborador falta, o trabalho não desaparece. Ele é redistribuído para quem está presente, aumentando a carga e criando um ciclo de sobrecarga.
Equipes sobrecarregadas erram mais, entregam menos e ficam mais suscetíveis a faltar em seguida.
O presenteísmo complica ainda mais esse quadro. Colaboradores que vão trabalhar doentes ou desmotivados estão presentes fisicamente, mas com rendimento reduzido.
Entender a diferença entre absenteísmo e presenteísmo ajuda a identificar os dois problemas no diagnóstico da sua equipe.
Faltas frequentes, processos trabalhistas e o risco jurídico
Ausências ou atrasos frequentes aparecem como o segundo maior motivo de desligamento involuntário nas empresas brasileiras, com 44% das ocorrências, segundo o Mapa do RH & DP 2025 da Sólides.
Mas demitir por faltas recorrentes exige documentação adequada e respeito ao processo previsto na CLT.
Empresas que não registram ausências corretamente, não aplicam advertências conforme a legislação ou não controlam o ponto de forma confiável ficam expostas.
O mesmo relatório mostra que 63% das empresas sofreram ao menos um processo trabalhista em 2024. O inverno, quando cresce a pressão por demissões por desempenho, pode ser um gatilho direto para esse risco.
Como calcular a taxa de absenteísmo no período
Antes de agir, é preciso medir. A taxa de absenteísmo mostra o percentual de horas não trabalhadas em relação ao total esperado.
Fórmula: Taxa de absenteísmo = (horas ausentes ÷ horas esperadas) × 100
Exemplo: uma equipe de 20 pessoas, com jornada de 8 horas diárias e 22 dias úteis no mês, tem 3.520 horas esperadas. Se as horas ausentes forem 176, a taxa é de 5%, acima do referencial tolerável para a maioria dos setores, que fica entre 1,5% e 3,5%.
Veja como calcular a taxa de absenteísmo com mais detalhes, incluindo variações da fórmula para diferentes tipos de ausência.
Monitorar esse indicador mês a mês permite identificar quando o inverno começa a pressionar os números e agir com antecedência, não apenas depois que o pico já passou.
Plano de ação do RH para o inverno: 6 medidas que funcionam
Reduzir o absenteísmo no inverno exige preparação antes do frio chegar.
As seis medidas abaixo são práticas e aplicáveis mesmo em empresas com RH enxuto.
1. Campanha de vacinação corporativa
A vacinação contra gripe é a ação com maior impacto direto. Estudos indicam que empresas que organizam campanhas corporativas reduzem entre 25% e 43% os dias perdidos por doenças sazonais.
O RH pode negociar com clínicas para oferecer vacinação no próprio local de trabalho ou reembolso para quem se vacinar por conta própria.
O custo é baixo, o retorno é imediato e a adesão tende a ser alta quando a empresa facilita o acesso.
2. Benefícios de saúde e acompanhamento médico
Plano de saúde com cobertura para clínico geral reduz o tempo entre o início dos sintomas e o atendimento.
Colaboradores sem plano tendem a adiar a consulta e chegam ao trabalho doentes por mais dias, aumentando tanto o presenteísmo quanto a contaminação da equipe.
Benefícios como telemedicina e acesso a aplicativos de saúde mental ajudam a tratar o problema antes que ele vire falta.
Saiba mais sobre como promover saúde mental no trabalho com ações que cabem no orçamento de PMEs.
3. Gestão eficiente de atestados médicos
A equipe de DP precisa estar preparada para o volume maior de atestados no inverno.
Isso inclui saber quais documentos são válidos, quais ausências são justificadas pela CLT e quando uma série de atestados pode indicar incapacidade para o trabalho e gerar afastamento pelo INSS.
O guia completo sobre atestado médico orienta os profissionais de DP na gestão desses documentos, incluindo prazos, validade e procedimentos corretos.
Sem esse processo estruturado, o RH corre risco de aceitar documentos inválidos, negar justificativas legítimas ou deixar de registrar ausências que deveriam alimentar advertências.
Entenda também as regras para lidar com faltas injustificadas e os passos corretos antes de qualquer medida disciplinar.
4. Qualidade do ar e ergonomia do ambiente
Ambientes com ar-condicionado em recirculação e baixa umidade favorecem a proliferação de vírus e provocam irritações nas vias respiratórias.
Medidas simples reduzem esse risco: manter a umidade relativa do ar entre 40% e 60% com umidificadores, abrir janelas nos horários mais quentes para renovar o ar, higienizar os filtros do ar-condicionado antes do inverno e disponibilizar álcool gel em pontos estratégicos.
Essas ações não eliminam o risco, mas reduzem a velocidade de transmissão dentro do escritório.
Baixe grátis o material completo com 15 dicas para diminuir a saída de funcionários da sua empresa
5. Flexibilidade e trabalho remoto nos dias críticos
Colaboradores com sintomas leves que vão ao escritório contaminam colegas e trabalham abaixo da capacidade.
Permitir home office nesses casos reduz a disseminação e mantém algum nível de produtividade.
Empresas com política de trabalho remoto ou horário flexível têm menos absenteísmo no inverno porque o colaborador não precisa escolher entre ir doente ao escritório ou faltar completamente.
Mesmo em operações presenciais, criar uma exceção temporária para doenças respiratórias leves é uma medida que se paga.
6. Monitoramento contínuo com dados de RH
Nenhuma das cinco medidas anteriores funciona sem dados. O RH precisa acompanhar a taxa de absenteísmo semana a semana durante o inverno, identificar quais equipes estão mais afetadas e agir antes que o problema se espalhe.
Softwares de RH com módulos de controle de ponto e relatórios de ausência automatizam esse monitoramento.
O papel do RH além das faltas: clima e engajamento
Reduzir o absenteísmo no inverno não é só uma questão de saúde física. O clima organizacional é uma variável central: equipes engajadas faltam menos, mesmo quando o frio aumenta.
O RH pode usar o período anterior ao inverno para realizar uma pesquisa de clima e identificar quais equipes estão mais desmotivadas ou sobrecarregadas.
Essas equipes chegam à estação com menos resiliência para absorver a pressão da temporada.
Gestores bem preparados também fazem diferença. Um líder que reconhece sinais de esgotamento, flexibiliza quando necessário e mantém comunicação aberta reduz o absenteísmo por motivação, que não aparece nos atestados, mas aparece nos relatórios de ponto.
O bem-estar dos colaboradores deixou de ser pauta de RH avançado para se tornar uma necessidade operacional.
Ignorar o inverno como fator de risco é deixar de proteger um ativo que a empresa levou tempo para construir.
Materiais gratuitos: aprenda tudo pesquisa de clima! Ebook, planilha e modelo de pesquisa
Dúvidas frequentes sobre absenteísmo no inverno
O principal fator são as doenças respiratórias, que se disseminam mais facilmente em ambientes fechados e com baixa umidade. A queda de motivação causada pelo frio e pela redução da luz solar também contribui. Segundo a OMS, gripes e doenças respiratórias representavam entre 10% e 12% de todo o absenteísmo nas empresas antes mesmo da pandemia, com concentração nos meses mais frios.
Sim, quando o colaborador apresenta atestado médico válido. Pela CLT, a ausência justificada por doença comprovada não pode ser descontada do salário. A partir do 16º dia de afastamento, o pagamento passa a ser responsabilidade do INSS via auxílio-doença.
Calcule o percentual mensal: divida as horas ausentes pelo total de horas esperadas e multiplique por 100. Taxas acima de 3,5% ao mês são consideradas altas pela maioria dos especialistas. No inverno, um aumento de até 1,5 ponto percentual em relação à média anual é esperado. Acima disso, há necessidade de ação.
Sim, mas o processo precisa seguir as regras da CLT: registro formal das ausências, advertências documentadas e, nos casos mais graves, suspensão antes da demissão por justa causa. Faltas justificadas com atestado não podem fundamentar justa causa. Recomenda-se suporte jurídico antes de qualquer decisão nesse sentido.
Presenteísmo é quando o colaborador está presente, mas com rendimento comprometido, por doença, desmotivação ou esgotamento. No inverno, é comum encontrar pessoas trabalhando gripadas, o que reduz a produtividade e aumenta o risco de contaminação da equipe. O presenteísmo não aparece nas métricas de absenteísmo, mas tem impacto equivalente ou maior na performance
O inverno é previsível. O pico de absenteísmo também é. A diferença entre empresas que absorvem esse impacto com naturalidade e as que enfrentam queda de produtividade e crises de equipe está no nível de preparação do RH.
Vacinação, gestão correta de atestados, qualidade do ambiente, flexibilidade e monitoramento de indicadores são ações aplicáveis em qualquer empresa, independentemente do porte.
O pré-requisito é começar antes do frio chegar.
A Sólides oferece um sistema completo de RH e DP para ajudar sua empresa a monitorar ausências, gerenciar jornada e estruturar ações de bem-estar ao longo do ano. Conheça a plataforma e veja como transformar dados de absenteísmo em decisões estratégicas.